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Associação Paulista de Criadores de Periquitos Australianos

 

Melhorando a Qualidade dos Periquitos Ondulados Ingleses PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qua, 04 de Novembro de 2009 00:00

 

Primeira parte
Emerson J Prates, Juiz OBJO/FOB,
Introdução
Manter ou melhorar a qualidade de uma espécie de pássaro é um desafio. E esse desafio é maior quando se trata de uma espécie criada há muitos anos em cativeiro e com um padrão de qualidade pré-estabelecido como é o caso do periquito inglês.
Para o criador tornar-se um “melhorador” exige-se dele alguns atributos essenciais. O primeiro é a capacidade de observação. Na realidade, a observação é algo que se aprende, exigindo treinamento contínuo do observador. Uma dica para quem se inicia na ciência da observação é pedir a um entendido que lhe mostre “o que deve ser observado” e de preferência “ao vivo”. Dica válida para todas as espécies de pássaros de exposição.
Esquemas gráficos, como desenhos dos padrões ideais, acompanhados de tabelas de pontuação e descrições dos padrões ideais possuem valor incontestável como guias didáticos (estilizados) para os criadores. Capacitando-os identificar quais itens devem ser observados e principalmente: quais são mais relevantes no momento de avaliar um periquito. Tal avaliação é de imenso valor quando se pretende escolher quais pássaros devem permanecer ou não no plantel e constitui a tarefa principal durante o julgamento ornitológico. Porém, se o criador nunca viu um bom pássaro de exposição ao vivo ou nem mesmo viu um bom exemplar numa foto, dificilmente terá condições de saber identificar qual deverá escolher para formar um bom plantel de criação e quais possuem condições de competir nos campeonatos ornitológicos.
Os Campeonatos Regionais, Estaduais e Brasileiro são grandes oportunidades para acompanhar julgamentos, entrar em contato com criadores especializados visando trocar informações ou mesmo tomar algumas anotações. Visitas a criadores experientes também são indicadas. Estamos sempre aprendendo algo novo ou implementando aquilo que já conhecemos nessas ocasiões. Aprendizagem que irá refletir na forma como manejamos nossos periquitos.
Hoje podemos nos servir também da internet, embora, exija-se dos internautas conhecimentos suficientes em língua inglesa para traduzir os textos. Pois, os melhores artigos, referentes aos periquitos ingleses, estão editados nessa língua. Existem muitos sites especializados em periquitos ingleses com alto nível e o valor deles é incontestável para os criadores em geral. Neles é possível encontrar a opinião de Juizes e criadores renomados do mundo todo, úteis, tanto para os iniciantes como para os experts, dada a reflexão que provocam.
A observação ainda vai mais longe, estendendo-se não apenas as qualidades de um bom pássaro, mas, a outros aspectos relacionados aos periquitos, tais como: o comportamento geral dos animais no plantel; o comportamento reprodutivo específico de cada casal; a sanidade do plantel; a resposta genética das linhagens mantidas; a resposta genética das variedades (mutações) que são criadas, ou seja, às múltiplas respostas ao manejo utilizado pelo criador.
Um bom observador deve estar atento aos detalhes e saber distinguir quais deles devem ser observados, algo que demanda uma boa dose de estudo e experiência e porque não mencionar também curiosidade.
Um segundo atributo para um bom melhorador é a organização. Alguns criadores adotam softwares para controlar suas linhagens, outros simplesmente as controlam em planilhas simples de papel. Obviamente, um bom software para editoração de pedigrees, oferece maior comodidade por mostrar instantaneamente toda a ascendência (pais, avós, bisavós, tataravôs e tetravôs) de um pássaro que se pretenda utilizar numa linhagem. Mas, a planilha simples de papel servirá muito bem quando o criador não dispõe de muito tempo para registrar a genealogia dos filhotes que vão sendo separados dos pais.
Uma dica para planilhas genealógicas é identificar cada sexo por símbolos distintos, ou seja, machos por números e fêmeas por letras ou vice versa, Por exemplo, um criador irá iniciar uma linhagem nova com 4 casais distintos. Terá os machos 1, 2, 3 e 4 respectivamente e, as fêmeas A, B, C e D respectivamente. Hipoteticamente irá realizar os seguintes cruzamentos: o macho “1” com a fêmea “A” no primeiro ano, obtendo os filhotes “1A". Também no primeiro, ano irá cruzar o macho “2” com a fêmea “B”, obtendo os filhotes “2B” e assim por diante. No final de alguns anos quando for analisar a genealogia dos periquitos, por exemplo, a dos “12AB”, saberá exatamente de quais casais fundadores eles descendem, mesmo, que tenham sido produzidos a partir de casais diferentes descendentes daqueles iniciais.
O controle dos pedigrees será fundamental, portanto, para se ter uma noção exata de quais linhagens estão produzindo melhores resultados e assinalar a presença de ascendentes comuns em linhagens que foram individualizadas com o tempo, facilitando realizar cruzamentos consangüíneos ou mesmo evita-los. A planilha simples que segue o esquema cor e número do anel do pai, cor e número do anel da mãe e cor e número do anel (e data de nascimento também) dos filhotes, respectivamente, é preferível do que não fazer registro algum.
Também a organização de um bom criador melhorador, estende-se a todo manejo do plantel. Desde da fixação de horários para tratar as aves, para inspecionar ninhos (que devem ocorrer sempre no mesmo horário, de preferência quando o criador dispor de tempo) e promover visitas ao criadouro (preferencialmente nos horários em que as luzes do criatório estiverem acesas para evitar perturbar a rotina de sono dos periquitos) e ainda, as épocas adequadas para preparação dos pássaros para exposição (que devem iniciar cerca de três meses antes dos concursos locais).
Uma boa organização permitirá ao criador um ganho de tempo inestimável a ser investido em outras atividades importantes, como permanecer mais tempo com a família, investir em seus estudos ornitológicos ou escrever algo a respeito do hobby.
Pode-se apontar como terceiro atributo ao melhorador, a capacidade de aplicar o conhecimento adquirido ou mesmo adquirir novos conhecimentos. Por que falar em aplicação de conhecimento já que conhecimento é conhecimento e está a disposição permanente de quem o detêm? O fato é que nem sempre quem sabe consegue transferir seu conhecimento para a prática devido a vários motivos. Um deles poderia ser a disponibilidade de tempo. Muitos criadores mantêm em seus planteis mais pássaros do que podem cuidar e isso inviabiliza realizarem as tarefas necessárias para manter a integridade do plantel. Outros, apesar de tomarem contato com novos conhecimentos dificilmente conseguem pratica-los devido ao apego a velhas fórmulas. Alguns criadores podem permanecer por longo tempo fortemente identificados com elas e não abrirão mão delas em hipótese alguma. Irão formular uma “desculpa psicológica” afirmando que: “Em time que está ganhando não se meche!” Evitando a todo custo esforços para atualizarem seus conhecimentos.
Muitos deles acabam atribuindo o fracasso pessoal aos próprios periquitos ou, mesmo, aos juizes que por ventura (ou desventura) venham julgar seus pássaros. Evitam a autocritica, esquecendo que o plantel foi adquirido por eles próprios e que o Juiz nada pode fazer além de analisar os pássaros que vem a mesa de julgamento. Tais ornitófilos poderiam ser chamados de “criadores super-resistentes”.
Igualmente poderia ser citada aqui a dificuldade em associar uma informação à outra (lógica) devido ao cultivo de conceitos baseados somente na pura observação e o pior de tudo na observação isolada. Devemos lembrar que a criação de bons exemplares de exposição é uma ciência e não propriamente uma arte. Concepções metafísicas, espiritualistas se preferirem - ocorrência de milagres na criação, mistérios inexplicáveis em relação a tal variedade de cor e outras concepções místicas em relação aos periquitos - deveriam ficar do lado de fora do criatório.
É comum ouvir alguns criadores mencionarem o uso de “fórmulas secretas” de diversas naturezas (cruzamentos, alimentação etc.) para obter sucesso, ou na melhor das hipóteses, afirmarem haver cruzamentos chaves, baseados apenas na cor da plumagem dos pássaros, ou ainda, que se for encontrada alguma marca especial nas penas, bico e/ou patas da ave, obrigatoriamente ela produzirá filhotes campeões. Que apresentarão sempre (em todas as situações) uma melhor performance física ou uma plumagem com melhor aspecto se forem seguidas sempre aquelas mesmas rotinas. Concepções herdadas dos primeiros criadores da antiguidade que mal detinham o entendimento da matemática.
Lembremos também, que a genética é uma ciência matemática e que se ainda não detemos todo o conhecimento sobre ela, isso se deve à necessidade da realização de mais pesquisas científicas. Mas, já é de domínio científico que o ambiente é o fator preponderante sobre o maior ou menor grau de manifestação dos genes na fisiologia (corpo, penas, olhos, etc.) de um ser vivo e que a variação genética dentro de um grupo (espécie) é dada pelas mutações.
Obviamente, um bom melhorador não deixa de seguir determinados caminhos, caso eles conduzam a bons resultados. Embora, sua observação seja crítica e esteja consciente que em outras situações possa não obter o mesmo êxito, ou seja, deve estar ciente que nem todos os cruzamentos chaves, as farinhadas secretas, produziram bons resultados sempre.
Haveria ainda outras capacidades que poderiam ser atribuídas a um bom melhorador, como a que acabou de ser citada: capacidade crítica, lembrando que o bom senso é universal quando se fala em atividade humana. Porém, o objetivo não é traçar um perfil ideal do melhorador, mas, chamar a atenção dos criadores para algumas atitudes que devem procurar cultivar quando almejam entregar-se a tarefa de melhorar ou manter a qualidade de seu plantel visando lograr êxito.
Para finalizar essa introdução, que fique bem claro que todos os criadores são capazes de exercer a atividade de melhorador de seus planteis, porém, devem estar determinados a fazer isso, preocupando-se em buscar novas informações e treinando habilidades pessoais.
Resumo do texto:
Perfil do melhorador:
1 – Capacidade de observação – e/ou treinamento de observação;
2 – Capacidade de organização – e/ou busca de meios de melhor organizar-se;
3 – Capacidade de aplicar o conhecimento adquirido – e/ou flexibilidade na aquisição e na aplicação do conhecimento;
4 – Capacidade crítica – e/ou uso do bom senso.
OBS: A partir da segunda parte serão abordados aspectos sobre conhecimento aplicado ao melhoramento genético dos periquitos ingleses, iniciando-os com noções sobre o comportamento dos periquitos em seu ambiente natural e no cativeiro, que podem ser úteis a um melhorador.
Primeira parte
Emerson J Prates, Juiz OBJO/FOB,
Introdução
Manter ou melhorar a qualidade de uma espécie de pássaro é um desafio. E esse desafio é maior quando se trata de uma espécie criada há muitos anos em cativeiro e com um padrão de qualidade pré-estabelecido como é o caso do periquito inglês.
Para o criador tornar-se um “melhorador” exige-se dele alguns atributos essenciais. O primeiro é a capacidade de observação. Na realidade, a observação é algo que se aprende, exigindo treinamento contínuo do observador. Uma dica para quem se inicia na ciência da observação é pedir a um entendido que lhe mostre “o que deve ser observado” e de preferência “ao vivo”. Dica válida para todas as espécies de pássaros de exposição.
Esquemas gráficos, como desenhos dos padrões ideais, acompanhados de tabelas de pontuação e descrições dos padrões ideais possuem valor incontestável como guias didáticos (estilizados) para os criadores. Capacitando-os identificar quais itens devem ser observados e principalmente: quais são mais relevantes no momento de avaliar um periquito. Tal avaliação é de imenso valor quando se pretende escolher quais pássaros devem permanecer ou não no plantel e constitui a tarefa principal durante o julgamento ornitológico. Porém, se o criador nunca viu um bom pássaro de exposição ao vivo ou nem mesmo viu um bom exemplar numa foto, dificilmente terá condições de saber identificar qual deverá escolher para formar um bom plantel de criação e quais possuem condições de competir nos campeonatos ornitológicos.
Os Campeonatos Regionais, Estaduais e Brasileiro são grandes oportunidades para acompanhar julgamentos, entrar em contato com criadores especializados visando trocar informações ou mesmo tomar algumas anotações. Visitas a criadores experientes também são indicadas. Estamos sempre aprendendo algo novo ou implementando aquilo que já conhecemos nessas ocasiões. Aprendizagem que irá refletir na forma como manejamos nossos periquitos.
Hoje podemos nos servir também da internet, embora, exija-se dos internautas conhecimentos suficientes em língua inglesa para traduzir os textos. Pois, os melhores artigos, referentes aos periquitos ingleses, estão editados nessa língua. Existem muitos sites especializados em periquitos ingleses com alto nível e o valor deles é incontestável para os criadores em geral. Neles é possível encontrar a opinião de Juizes e criadores renomados do mundo todo, úteis, tanto para os iniciantes como para os experts, dada a reflexão que provocam.
A observação ainda vai mais longe, estendendo-se não apenas as qualidades de um bom pássaro, mas, a outros aspectos relacionados aos periquitos, tais como: o comportamento geral dos animais no plantel; o comportamento reprodutivo específico de cada casal; a sanidade do plantel; a resposta genética das linhagens mantidas; a resposta genética das variedades (mutações) que são criadas, ou seja, às múltiplas respostas ao manejo utilizado pelo criador.
Um bom observador deve estar atento aos detalhes e saber distinguir quais deles devem ser observados, algo que demanda uma boa dose de estudo e experiência e porque não mencionar também curiosidade.
Um segundo atributo para um bom melhorador é a organização. Alguns criadores adotam softwares para controlar suas linhagens, outros simplesmente as controlam em planilhas simples de papel. Obviamente, um bom software para editoração de pedigrees, oferece maior comodidade por mostrar instantaneamente toda a ascendência (pais, avós, bisavós, tataravôs e tetravôs) de um pássaro que se pretenda utilizar numa linhagem. Mas, a planilha simples de papel servirá muito bem quando o criador não dispõe de muito tempo para registrar a genealogia dos filhotes que vão sendo separados dos pais.
Uma dica para planilhas genealógicas é identificar cada sexo por símbolos distintos, ou seja, machos por números e fêmeas por letras ou vice versa, Por exemplo, um criador irá iniciar uma linhagem nova com 4 casais distintos. Terá os machos 1, 2, 3 e 4 respectivamente e, as fêmeas A, B, C e D respectivamente. Hipoteticamente irá realizar os seguintes cruzamentos: o macho “1” com a fêmea “A” no primeiro ano, obtendo os filhotes “1A". Também no primeiro, ano irá cruzar o macho “2” com a fêmea “B”, obtendo os filhotes “2B” e assim por diante. No final de alguns anos quando for analisar a genealogia dos periquitos, por exemplo, a dos “12AB”, saberá exatamente de quais casais fundadores eles descendem, mesmo, que tenham sido produzidos a partir de casais diferentes descendentes daqueles iniciais.
O controle dos pedigrees será fundamental, portanto, para se ter uma noção exata de quais linhagens estão produzindo melhores resultados e assinalar a presença de ascendentes comuns em linhagens que foram individualizadas com o tempo, facilitando realizar cruzamentos consangüíneos ou mesmo evita-los. A planilha simples que segue o esquema cor e número do anel do pai, cor e número do anel da mãe e cor e número do anel (e data de nascimento também) dos filhotes, respectivamente, é preferível do que não fazer registro algum.
Também a organização de um bom criador melhorador, estende-se a todo manejo do plantel. Desde da fixação de horários para tratar as aves, para inspecionar ninhos (que devem ocorrer sempre no mesmo horário, de preferência quando o criador dispor de tempo) e promover visitas ao criadouro (preferencialmente nos horários em que as luzes do criatório estiverem acesas para evitar perturbar a rotina de sono dos periquitos) e ainda, as épocas adequadas para preparação dos pássaros para exposição (que devem iniciar cerca de três meses antes dos concursos locais).
Uma boa organização permitirá ao criador um ganho de tempo inestimável a ser investido em outras atividades importantes, como permanecer mais tempo com a família, investir em seus estudos ornitológicos ou escrever algo a respeito do hobby.
Pode-se apontar como terceiro atributo ao melhorador, a capacidade de aplicar o conhecimento adquirido ou mesmo adquirir novos conhecimentos. Por que falar em aplicação de conhecimento já que conhecimento é conhecimento e está a disposição permanente de quem o detêm? O fato é que nem sempre quem sabe consegue transferir seu conhecimento para a prática devido a vários motivos. Um deles poderia ser a disponibilidade de tempo. Muitos criadores mantêm em seus planteis mais pássaros do que podem cuidar e isso inviabiliza realizarem as tarefas necessárias para manter a integridade do plantel. Outros, apesar de tomarem contato com novos conhecimentos dificilmente conseguem pratica-los devido ao apego a velhas fórmulas. Alguns criadores podem permanecer por longo tempo fortemente identificados com elas e não abrirão mão delas em hipótese alguma. Irão formular uma “desculpa psicológica” afirmando que: “Em time que está ganhando não se meche!” Evitando a todo custo esforços para atualizarem seus conhecimentos.
Muitos deles acabam atribuindo o fracasso pessoal aos próprios periquitos ou, mesmo, aos juizes que por ventura (ou desventura) venham julgar seus pássaros. Evitam a autocritica, esquecendo que o plantel foi adquirido por eles próprios e que o Juiz nada pode fazer além de analisar os pássaros que vem a mesa de julgamento. Tais ornitófilos poderiam ser chamados de “criadores super-resistentes”.
Igualmente poderia ser citada aqui a dificuldade em associar uma informação à outra (lógica) devido ao cultivo de conceitos baseados somente na pura observação e o pior de tudo na observação isolada. Devemos lembrar que a criação de bons exemplares de exposição é uma ciência e não propriamente uma arte. Concepções metafísicas, espiritualistas se preferirem - ocorrência de milagres na criação, mistérios inexplicáveis em relação a tal variedade de cor e outras concepções místicas em relação aos periquitos - deveriam ficar do lado de fora do criatório.
É comum ouvir alguns criadores mencionarem o uso de “fórmulas secretas” de diversas naturezas (cruzamentos, alimentação etc.) para obter sucesso, ou na melhor das hipóteses, afirmarem haver cruzamentos chaves, baseados apenas na cor da plumagem dos pássaros, ou ainda, que se for encontrada alguma marca especial nas penas, bico e/ou patas da ave, obrigatoriamente ela produzirá filhotes campeões. Que apresentarão sempre (em todas as situações) uma melhor performance física ou uma plumagem com melhor aspecto se forem seguidas sempre aquelas mesmas rotinas. Concepções herdadas dos primeiros criadores da antiguidade que mal detinham o entendimento da matemática.
Lembremos também, que a genética é uma ciência matemática e que se ainda não detemos todo o conhecimento sobre ela, isso se deve à necessidade da realização de mais pesquisas científicas. Mas, já é de domínio científico que o ambiente é o fator preponderante sobre o maior ou menor grau de manifestação dos genes na fisiologia (corpo, penas, olhos, etc.) de um ser vivo e que a variação genética dentro de um grupo (espécie) é dada pelas mutações.
Obviamente, um bom melhorador não deixa de seguir determinados caminhos, caso eles conduzam a bons resultados. Embora, sua observação seja crítica e esteja consciente que em outras situações possa não obter o mesmo êxito, ou seja, deve estar ciente que nem todos os cruzamentos chaves, as farinhadas secretas, produziram bons resultados sempre.
Haveria ainda outras capacidades que poderiam ser atribuídas a um bom melhorador, como a que acabou de ser citada: capacidade crítica, lembrando que o bom senso é universal quando se fala em atividade humana. Porém, o objetivo não é traçar um perfil ideal do melhorador, mas, chamar a atenção dos criadores para algumas atitudes que devem procurar cultivar quando almejam entregar-se a tarefa de melhorar ou manter a qualidade de seu plantel visando lograr êxito.
Para finalizar essa introdução, que fique bem claro que todos os criadores são capazes de exercer a atividade de melhorador de seus planteis, porém, devem estar determinados a fazer isso, preocupando-se em buscar novas informações e treinando habilidades pessoais.
Resumo do texto:
Perfil do melhorador:
1 – Capacidade de observação – e/ou treinamento de observação;
2 – Capacidade de organização – e/ou busca de meios de melhor organizar-se;
3 – Capacidade de aplicar o conhecimento adquirido – e/ou flexibilidade na aquisição e na aplicação do conhecimento;
4 – Capacidade crítica – e/ou uso do bom senso.
OBS: A partir da segunda parte serão abordados aspectos sobre conhecimento aplicado ao melhoramento genético dos periquitos ingleses, iniciando-os com noções sobre o comportamento dos periquitos em seu ambiente natural e no cativeiro, que podem ser úteis a um melhorador.

 

Última atualização em Qua, 23 de Junho de 2010 12:51
 
 
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